segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Coprofagia: Você sabe o que é isso?



Boa noite aumigos! O tema de hoje é algo que acontece muito e nem sempre sabemos o motivo: coprofagia! Ficou curioso? Só continuar lendo!

Se você é curioso assim como eu sou, já deve estar de cabelos em pé se perguntando o que coprofagia significa, não é mesmo? Então, esse termo estranha explica o comportamento canino de comer as próprias fezes ou as fezes de terceiros! Isso mesmo, quando seu aumigo come as fezes você pode ter certeza: é coprofagia.

Eu imagino o desespero que alguém deve sentir quando presencia essa cena, acho que o primeiro intuito é de correr para o Veterinário e pedir explicações e, na certa, um tratamento para encerrar esse hábito. Mas será se isso é normal? Tem explicação? Tem sim! Não existe uma causa única e específica, a especificidade do evento não se faz presente. Mas existem hipóteses que buscam explicar este comportamento, confira:
  1. Deficiência metabólica ou doença:
    a) Cães que comem fezes de outras espécies animais podem fazê-lo por que estas podem ser nutritivas, palatáveis e, por causarem poucos problemas, representarem um petisco apreciado pelo cão. Comer fezes pode não ser repugnante para o cão e pode representar uma fonte de alimento a mais ou ser apetitosa para o cão.
    b) Super alimentação: sobrecarregar o sistema digestivo fornecendo alimentação e especialmente a base de ração uma única vez ao dia pode sobrecarregar o sistema digestivo e conseqüentemente ocorrer uma má digestão. Assim as fezes apresentaria um alto grau de produtos alimentares não digeridos. Mais tarde sentindo fome o cão se alimentaria destas fezes.
    c) Baixos níveis protéicos ou alimentação insuficiente (fome).
    d) Dietas ricas em carboidratos e fibras.
    e) Deficiência de enzimas digestivas (enzimas pancreáticas). Nestes casos o fornecimento de enzimas digestivas é eficaz na superação deste comportamento.
    f) Ocorrência de vermes e conseqüentemente carência nutricional.
    g) Pancreatite crônica.
    h) Síndrome de mal absorção.
    i) Deficiência de tiamina experimentalmente induzida. Esta deficiência deve ser muito severa para provocar coprofagia.
  2. Razões comportamentais:
    a) As cadelas recém paridas consomem as fezes dos filhotes. Dessa forma mantém o ninho limpo.

    b) Ansiedade devido a conflito ambiental. Stresse ambiental pode contribuir com vários comportamentos redirecionados incluindo coprofagia.
    c) Cães entediados que manipulam fezes como passatempo.
    d) O cão pode ter sido condicionado a ingerir fezes para receber atenção do proprietário. O comportamento pode ter sido reforçado pela reação emocional do proprietário e que significou ganho de atenção.
    ''As fezes parecem ter um caráter lúdico e ser gratificantes, auto recompensa e serem saborosas. Punições excessivas relacionada a eliminações do cão. Cães podem comer fezes para evitar que os proprietários os punam. A distribuição errônea do espaço de dormir, alimentar, defecar e urinar. Cães que não dispõem de espaço suficiente e são forçados a defecar em seu espaço de dormir acabam por ingerir suas fezes para manter o espaço limpo. Ansiedade de separação. Cães deixados em casa sem companhia por um longo período de tempo acabam por exibir este comportamento. Vício por razões comportamentais. Cães confinados ou presos são mais aptos a desenvolverem coprofagia do que aqueles que estão em companhia humana na maior parte do tempo. Parece que animais que saem a passeio, recebem maior atenção do dono, são menos isolados e ganham brinquedos podem ter este comportamento diminuído, aliviado.''
  3. Outras
    ''Hereditárias - manifesta-se aproximadamente aos 6-8 meses. Em tais casos o comportamento é considerado normal, onde buscar nutrientes no lixo representou uma adaptação no processo de evolução da espécie'' 
Ainda está confuso não é? Não dá para saber se é normal ou não, então vamos conferir o que alguns veterinários tem a dizer sobre o assunto? 
Para James Serpell do Dep. of Clinical Studies da School of Veterinary Medicine da University of Pennsylvania é importante lembrar que a habilidade para viver revirando lixo a procura de alimento foi uma importante adaptação na evolução do cão domestico. Algumas raças exibem grande propensão para comer fezes e outros itens pouco palatáveis e uma experiência precoce durante o seu crescimento pode contribuir no desenvolvimento deste comportamento. Por exemplo, este problema comportamental é mais prevalente em cães a quem foi permitido perambular sem restrições. Além disso, fezes geralmente contem pequena quantidade de gorduras e proteínas não digeridas, o que torna possível que elas tenham algum valor nutritivo. Finalmente é normal que a fêmea de cães comam as fezes de seus filhotes e é possível que este comportamento torne-se habitual para algumas fêmeas.

De acordo com a experiência de Erik Wilsson do Swedish Dog Training Center este problema está relacionado a maus hábitos sendo que, fezes de cães alimentados com dietas hipercalóricas parecem ser menos atraentes. Segundo este veterinário "não adianta dar bronca, porque o cão acaba comendo quando o proprietário não está vendo. A solução seria a utilização de um colar elétrico. Sempre que o cão tentasse comer fezes receberia um choque e assim acabaria por evitá-las. Neste caso é interessante que o proprietário não emita comando nenhum e não esteja presente, para que o cão não associe a presença do dono com o choque." Para Randy Fulk do North Carolina Zoological Park, não existe uma causa definida. O comportamento talvez esteja associado ao fato dos cães serem evolutivamente adaptados a revirarem lixo em busca de nutrientes ou por causa de uma deficiência em sua dieta, ou por terem aprendido com outros cães, ou por que gostam do sabor.

E então? Deu para esclarecer um pouco? É um assunto longo, complicado e se você pesquisar vai achar muuito mais e opiniões divergentes as aqui apresentadas! Mas se você tem um aumigo que pratique a coprofagia e está desconfortável sobre isso, procure um veterinário e converse com ele! Nada melhor que fazer isso, não é mesmo? Até a próxima!

Fonte: http://www.pet.vet.br/coprof.html
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