quarta-feira, 22 de julho de 2015

Bordetella Bronchiseptica - Você conhece essa bactéria?




Já ouviu falar da Bordetella Bronchiseptica? Não? Pois saiba que é uma bactéria altamente transmissível, principalmente entre coelhos (coelhos são portadores mas não desenvolvem a doença) e porquinhos da índia (cães também é comum portarem a bactéria), e pode levar o pet ao óbito. Saiba como evitar, como tratar e identificar!

A infecção clínica é relativamente comum em cobaias, cães e suínos. Ratos, coelhos, gatos, pássaros e primatas também podem desenvolver a infecção clínica, mas estes animais normalmente se apresentam portadores. A Bordetella bronchiseptica é um bacilo ou cocobacilo pequeno, móvel e Gran (-). A transmissão se dá por contato direto com animais clinicamente afetados, portadores, saliva, fômites e aerossóis respiratórios. Existe uma alta prevalência de soropositividade em coelhos de laboratório. Muitos surtos desta infecção são precipitados por fatores estressantes tais como desequilíbrios nutricionais, alterações de temperatura, superpopulação, alterações no alimento, procedimentos experimentais e dietas impróprias, especialmente aquelas deficientes em vitamina C
Os sintomas mais freqüentes estão geralmente associados à pneumonia e variam desde nenhuma manifestação clínica até a letargia, anorexia, inapetência, secreções nasais ou oculares, dispnéia e morte. O período de incubação é de 5 a 7 dias. Alta mortalidade, abortos e natimortos são notados nos pets afetados durante as epizootias, as quais ocorrem quando o agente é introduzido em uma colônia suscetível ou quando a capacidade imune dos animais situa-se abaixo de um nível efetivo. Coelhos freqüentemente abrigam o microrganismo nas passagens respiratórias superiores (Por isso que coelhos e porquinhos da índia não podem conviver juntos/manter contato, A BACTÉRIA É LETAL), mas a conseqüência usual disso, nos casos de lesões ciliares ou epiteliais, é a predisposição a outras infecções, particularmente pasteurelose. O tratamento nos casos de animais de estimação é realizado por um médico veterinário com experiência em animais exóticos ou silvestres. A prevenção é o melhor caminho como sempre. Um manejo adequado, instalações limpas e separação dos animais portadores são essenciais. 



Sintomas

Em coelhos: eles são assintomáticos, em cães: causa traqueobronquite e porquinhos da índia: óbito e aborto.

Na forma mais branda da doença o sintoma mais comum e evidente é a tosse curta e repetida de tom seco. Frequentemente acompanhada de engasgos ou movimentos de esforço de vômito que podem ser confundidas com vômito ou sufocamento. Essa tosse torna-se mais frequente durante o exercício, excitação ou pressão sobre a traquéia. O pet come normalmente, permanece ativo, alerta e não apresenta febre. O curso clínico é geralmente de 7 a 12 dias. A forma mais grave da doença resulta em infecções mistas em pets não vacinados provenientes de lojas, abrigo de animais, etc. A broncopneumonia bacteriana secundária parece ser o determinante da severidade da doença. A tosse torna-se produtiva devido a traqueobronquite acrescida de broncopneumonia. O pet, nesse caso, pode apresentar anorexia, depressão, febre, descarga nasocular (rinite e conjuntivite serosas ou mucopurulentas. Essa forma severa é difícil de distinguir da cinomose e pode algumas vezes ser fatal. 

Tratamento
No caso da forma mais branda da doença, esta é auto-limitante em 7 a 14 dias, e pets com sinais suaves não exigem terapia específica. Em casos mais graves com o envolvimento do trato respiratório inferior o tratamento é feito através da administração de antibióticos diretamente no trato respiratório, seja por nebulização, seja por injeção intratraqueal para eliminação da B. bronchiséptica da área traqueobrônquica. Nesses casos gentamicina e canamicina são os antibióticos de escolha para tratamento por aerossol ou intratraqueal da bordetelose. O tratamento por aerossol ou injeção intratraqueal deve ser efetuado a intervalos de 12 horas no primeiro dia, e uma vez diariamente por 5 a 7 dias. Antibióticos administrado por via parenteral podem ser efetivos no tratamento da pneumonia causada pela B. bronchiséptica , desde que doses elevadas sejam utilizadas por um período de 10 a 14 dias, ou mais. Quando os sintomas indicam pneumonia e enfermidade sistêmica, a antibioticoterapia deve ser iniciada através de antibióticos de amplo espectro, e alterada conforme a necessidade, quando resultados do isolamento do microorganismo e dos testes de sensibiladade estiverem disponíveis. Os antibióticos de escolha contra B. Bronchiséptica são: gentamicina, canamicina, cloranfenicol ou tetraciclina, ou também uma associação de trimetropim-sufadiazina (o tratamento deve Ter continuidade de no mínimo 14 dias para não ocorrerem recidivas).

Então gente, vamos tomar cuidado ok? Essa bactéria, infelizmente, é letal e perigosa! E, na maioria das vezes, se manifesta silenciosamente e percebemos quando já é tarde! Se você desconfia que seu pet esteja com os sintomas, corra pro veterinário! Não pense duas vezes! 


Obrigado Dra. Alinne Fonsecca pelas correções e adendos ao texto.
Espero que tenham gostado da matéria, abraços!

Fontes: http://www.saudeanimal.com.br/bordetella.htm e http://www.redevet.com.br/doencas/bordet.htm
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